Why can’t I be one of them | Maddie & Oliver

Maddie sempre resmungava xingamentos quando era acordada pelos raios de sol porque esquecia de fechar as cortinas nas noites anteriores, mas nada era tão irritante quanto acordar com o murmúrio inacabável do Chalé 11. Respirou fundo e tentou contar até três antes de bater no menino ao seu lado, que comentava agitado como havia batalhado no dia anterior; o problema não era a conversa e sim a voz fina e irritante. Falta de puberdade, ela pensou e se levantou do colchão que conseguira enfiar do lado de um dos sofás. Aquela falta de espaço a incomodava mais do que o esperado.

Saiu do chalé com os tênis converse na mão, calçando apenas as meias. Sentou-se na escada de entrada e ajeitou os cadarços para que pudesse colocar logo os sapatos e ir comer alguma coisa; isso se sobrasse alguma coisa. Quase todos atacavam a maior parte da comida antes dela e o que ela conseguia pegar, metade ia para um deus que ela nem ao menos conhecia. Alimento essas pestes e não ganho um reconhecimento de paternidade como troca. Bufou ao ouvir uma trovoada. Olhou para cima e avistou o céu azul e limpo. Você sabe que é verdade, colega. Balançou a cabeça negativamente e se levantou.